Sábado, 17 de Março de 2012

A vida para além dos gabinetes ministeriais e afins

Conheço-o apenas pelo que vou lendo no seu blogue. Por este país ser o que é, abalou para outras paragens, para poder recomeçar do zero. Como todas as pessoas que não desistem, tem o meu respeito. Até porque, mais cedo ou mais tarde, acabarei por ter que fazer o mesmo.

3 comentários:

André disse...

Carlos, Obrigado pelo teu post.

Prefiro começar do zero em qualquer paragem do mundo - com maiores ou menores dificuldades (é sempre difícil, mesmo para quem como eu até teve algumas ajudas) - do que estar num qualquer desses gabinetes e coisas afins. Não há nada como ser livre: não viver de lambidelas e favores. Poder dizer o que se pensa... Nem sei como é que há gente que consegue (mas há!) mudar de opinião porque agora está neste ou naquele ministério... Enfim... Conclui aquilo que já sabia há muito (mas há verdades que sabemos e demoramos a admitir para nós mesmos): que o melhor era sair desse país - e não, não é só por causa da crise (a crise só trouxe certas coisas à tona)... É porque verdadeiramente aí fui sempre um estrangeiro, estrangeiro no sentido de estranho... «Português» é apenas um apêndice que trago no passaporte. Espero que todos os Portugueses dignos desses título se livrem desse lugar - pois oito séculos e tal de história já provaram mais que suficientemente que quem é digno desse pedaço de terra não consegue correr com aqueles que o corrompem... Abraço, força e coragem.

Carlos Azevedo disse...

André, nada tens de agradecer.

Quanto ao que escreves, será mais ou menos assim, mas, sinceramente, já não sei bem o que pensar -- não sei mesmo. Sei que em certos dias começo a acusar os efeitos dum cansaço prolongado e persistente, que me mói o pensamento e me tira as forças. Mas, claro, o caminho é para a frente.

Abraço.

Teresa disse...

No outro dia durante uma daquelas conversas em família: "Se nos saísse o Totoloto......" cada um dizia o que queria, o que gostaria, onde gostaria, com quem etc.

A determinada altura a minha mais nova - que até ali só tinha pedido um cavalo - perguntou "Mas se saísse quanto? Muito? Que desse para pagar contas e ficar com algum?" e nós "Claro. Isto é um sonho, por isso ilimitado."... fez-se o silêncio que sempre se gera quando cada um sonha para seu lado...

Passado um bocado diz ela "Parece-me que para começar de novo, com outra oportunidade, é falta de ambição querer ficar no mesmo sítio".

Tem 12 anos e já sente assim.

Felicidades André!