Quinta-feira, 5 de Abril de 2012

Lágrimas de crocodilo
Evidentemente, toda a gente, incluindo quem lhe deu cabo da vida, lamenta imenso este desfecho.

6 comentários:

Manuela disse...

Hipócritas!

Manuela disse...

Aqueles que fazem da nossa vida um inferno, são os mesmos que nos promovem a santos quando morremos.

Carlos Azevedo disse...

Assim é, Manuela.

Fernando Lopes disse...

O senhor apontou a arma para o lado errado. Tento compreender porque o fez e vejo até alguma dignidade para além do desespero. Mas, apesar da época pascal, custa-me a aceitar este sacrifício. A bala seria melhor aplicada num dos esbirros que ajudam a perpetuar o "statu quo".

Abraço, companheiro!

Carlos Azevedo disse...

Fernando, não se trata de aceitarmos ou não. O que me custa é que as mesmas pessoas que estão sempre prontas a condenar as pessoas que incendeiam carros e partem montras nas ruas de Atenas (e isso é, de facto, uma forma de violência) não vejam este acto como o resultado de uma forma de violência exercida sobre este homem, uma violência de tal forma mais grave que deveria merecer de todos imediata condenação. Aliás, quando leio que um Governo, como o nosso, quer poupar dinheiro à custa de doentes do foro oncológico, pergunto-me como é que eu próprio, face a tal acto de violência, não saio para a rua e começo a partir e incendiar tudo o que me rodeia; mas, fico-me pelo perguntar. No fundo, este homem rejeitou a violência que o rodeava com mais convicção do que aquela que eu demonstro. E é tudo.

Um abraço.

Fernando Lopes disse...

Diferença fundamental entre nós, caro amigo, que vejo a violência do povo como legítima face à violência do estado. Daí a minha interrogação se o homem terá seguido o caminho certo. Não fui feito para Ghandi, que queres tu?