«O que eu não aproveito/ ao almoço e ao jantar/ a ti pode dar jeito/ temos de nos encontrar»
Eu acredito nas boas intenções desta iniciativa, mas subscrevo as palavras da Ana Cristina Leonardo: que tristeza! (não sei bem se a propósito: Depois não digam que ninguém vos avisou)
4 comentários:
Ideia MUITO infeliz!
Da letra à intenção... fosse a Igreja Católica a fazer uma coisa destas e caía-lhes o Carmo e a Trindade em cima. No entanto, fazem-no (fazemo-lo) todos os dias sem ser preciso este "sei que passas fome" do Palma.
Havia um ditado antigo que dizia algo como "No fim dos outros comerem não me falta a mim prato"... é o que me ocorre com esta - desculpe Carlos - palhaçada.
Concedo que a ideia talvez fosse boa mas não consegui ir além do "o que eu não aproveito ao almoço e ao jantar"...
Sim, Teresa, percebo o que diz. A minha irmã, não sendo uma pessoa particularmente religiosa (como eu não o sou), participa na distribuição de comida pelas pessoas que vivem nas ruas do Porto. E não passa pela cabeça dela referir às pessoas que lhes está a distribuir o que outros não quiseram ao almoço e ao jantar. Porém, quero (ou prefiro) acreditar que a intenção não foi má -- e olhe que estou farto de pessoas que, sob a capa das boas intenções, praticam o mal.
Eu sei. Mas ficou-me uma sensação má... um nó que não se desfaz.
Hoje de manhã pensei "não é muito diferente dos Live Aids" do Geldof, Bono e etc. Mas é. Esta é a nossa gente.
Quando era miúda à porta da casa no Norte batiam muitos "ciganos" (digo ciganos dessa forma porque nessa altura parecia haver nós - todos os nós - e pessoas (alguns ciganos, outros não) que andavam de porta em porta a pedir pão para a boca) e a minha Tia Lurdes começava a preparar pequenos sacos logo pela manhã). Dizia ela "que é para quem vier pedir não estar ali de mão estendida tempos infinitos enquanto escolhemos o que damos ou não damos. Já basta terem de andar a pedir."
Sou, pois, um resultado (complexo) desse respeito. Peço desculpa se pareci brusca ontem. Mas faz-me impressão a letra... talvez outra. Talvez quando conseguir ouvi-la até ao fim...
Obrigada pela partilha que nem agradeci :(
Ora essa, Teresa: não me pareceu nada brusca. E, como disse, entendo-a.
Nada a agradecer; eu é que agradeço as visitas.
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